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Guia de Conteúdo

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Guia de Conteúdo Geovanna Dias
Geovanna Dias · Instagram

Guia de Conteúdo

A direção do seu perfil: sobre o que falar, com que cara, com que ritmo e com quais cuidados. Feito pra você abrir antes de gravar, sempre que precisar.

Abrir o GPT da Jojo

Como usar este guia

Ele não precisa ser lido de uma vez. Cada item do menu resolve uma dúvida diferente, e você volta no que precisar.

O caminho mais curto

Antes de gravar: abra "Suas séries" pra escolher o tema da semana e "Gravar e enviar" pra lembrar do essencial.
Se bater dúvida se pode falar algo: vá direto em "Cuidados".
Se uma marca te chamar: "Marcas e parcerias" tem as perguntas certas e as mensagens prontas.
Se travar na abertura ou na legenda: "Ganchos e legendas" tem quinze aberturas prontas e a estrutura de legenda.
Quando quiser ideia nova: "Referências" tem os perfis que a gente olhou e o que vale tirar de cada um.
Quando estiver sem tempo: a série Vocês perguntaram existe exatamente pra isso.

Seu GPT

Criei um assistente treinado com tudo que está aqui. Ele serve pra destravar na hora: pedir ideia de gancho, revisar uma legenda antes de postar, checar se alguma frase esbarra em algum cuidado, transformar uma pergunta da caixinha em roteiro. Use sem cerimônia, inclusive pra discordar dele.

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De onde veio tudo isso

Analisamos dezesseis perfis de referência, entre marcas e criadoras, e também o seu próprio perfil, com o mesmo método. A direção daqui não é palpite: ela sai do cruzamento entre o que funciona no mercado e o que já funciona em você.

E uma coisa ficou clara logo: você já acerta bastante. A constância é real, a fotografia é forte, e você já faz naturalmente algo que quase nenhum perfil grande faz, que é deixar claro o limite do que está falando. Este guia mexe menos do que você imagina e organiza mais do que muda.

Pra quem a gente fala

Antes de qualquer ideia de vídeo, é essa pessoa que a gente tem na cabeça. Ela tem nome pra ficar concreta, mas não é uma pessoa só.

Avatar principal

Mariana, 31 anos

Mora em Belo Horizonte, carreira em consolidação, renda própria. Treina algumas vezes na semana e enxerga a pele como parte da identidade profissional: quer parecer alguém que se cuida.

Já usa de quatro a seis produtos, mas montou a rotina no vai e vem, um vídeo aleatório aqui, uma indicação de balconista ali. Gasta, erra e acumula produto pela metade na gaveta. O que ela quer não é mais informação: é curadoria de alguém em quem confia.

"Minha pele vive oleosa mas ao mesmo tempo resseca." · "Não sei que ácido usar nem em que ordem." · "Todo mundo indica uma coisa diferente, não sei em quem confiar."

Mais três que também te assistem

A Mariana é o centro, mas não é todo mundo. Estes três aparecem bastante e servem pra você não tentar encaixar tudo numa pessoa só: se um conteúdo não é pra Mariana, ainda pode ser pra um deles.

A mais nova

Júlia, 23

Estudante ou primeiro emprego. Orçamento curto, muita informação e nenhuma ordem. Começou skincare pelo TikTok e tem medo de estragar a pele misturando coisa errada.

"O que dá pra fazer gastando pouco?"
A que te espelha

Camila, 26

Também é da área da saúde ou está estudando. Te acompanha tanto pelo skincare quanto pela rotina de quem estuda muito. É quem mais comenta e mais compartilha.

"Como você dá conta de tudo isso?"
A mais madura

Renata, 42

Renda maior, menos tempo, muito mais critério. Não quer trend, quer saber o que vale. É a que mais tem chance de virar paciente quando a clínica abrir.

"Isso funciona mesmo ou é modinha?"

Como usar isso na prática

Antes de gravar, pergunte pra qual das quatro aquele conteúdo é. Se não for pra nenhuma, provavelmente é um conteúdo que você quer fazer por gosto, o que é legítimo, mas entra como exceção e não como pauta.

E repare: as quatro têm a mesma pergunta de fundo, que é "em quem eu confio pra decidir isso". Esse é o lugar que você ocupa. Primeiro como criadora, depois como clínica.

Seu posicionamento

Uma frase que resume tudo e serve de teste toda vez que aparecer uma ideia nova.

A futura médica que mostra o caminho da pele bem cuidada, com a verdade de quem está estudando isso agora.

O tom é próximo, aspiracional sem ser inalcançável, honesto sobre a fase de estudante. Nada de tom professoral: você compartilha o que está aprendendo, não baixa orientação.

O que sustenta isso não é só o assunto

Olhando dezesseis perfis, ficou claro que ninguém constrói autoridade só com título. Constrói com constância, com clareza de curadoria e com uma história que só aquela pessoa tem.

A sua história tem várias camadas que trabalham a seu favor, e todas verdadeiras. Você está estudando medicina agora, construindo o caminho até a dermatologia em tempo real, e isso ninguém consegue copiar. Você concilia isso com maternidade e com uma graduação que ainda vai até dezembro de 2027, o que explica seu ritmo e cria identificação imediata com quem também faz malabarismo. E você tem valores que já aparecem no seu jeito de falar: fé, cuidado com as pessoas, equilíbrio como forma de viver. Isso não é ruído no conteúdo. É o que faz alguém escolher você em vez de outra pessoa que fala das mesmas coisas.

Nada aqui pede que você exponha o que não quiser. A ideia é que o contexto apareça naturalmente: no cansaço de uma semana de prova, na gratidão de um domingo, na escolha de um produto simples porque não dá tempo de uma rotina de sete passos. É isso que transforma um perfil de skincare num perfil seu.

Seus quatro pilares

Todo conteúdo cai em um destes quatro. A proporção é meta do mês, não regra de cada semana.

40%
25%
20%
15%

Skincare e produtos

Rotinas, resenhas, ordem de aplicação, custo x benefício, achados de farmácia. É o motor de crescimento e o que abre caminho pras parcerias.

Formato: Reel falado com o produto na mão, arrume-se comigo, carrossel de lista.

Bastidor de estudante

Rotina, estudo, o que você aprendeu na semana, dia de prova. É onde a autoridade se constrói e o que ninguém copia de você.

Formato: Reel lofi gravado na mão, sequência de stories, foto com legenda longa.

Lifestyle

Rotina matinal, autocuidado, treino, viagem, arrume-se comigo. Hoje é o que mais te dá alcance, e não se mexe no que funciona.

Formato: Reel visual sem fala com trilha, carrossel de fotos, stories.

Educativo leve

Curiosidade de pele, mito e verdade, por que isso acontece. É o conteúdo que as pessoas salvam e mandam pra amiga.

Formato: Reel falado de até 30 segundos, carrossel de mito e verdade.

Uma observação sobre o lifestyle

Olhando seus números, os conteúdos de maior alcance hoje são justamente os visuais: viagem, estética, cenário bonito, sem texto na capa. Isso não vai ser trocado por conteúdo de produto.

O lifestyle é a porta de entrada, é ele que traz gente nova pro perfil. O skincare cresce por dentro dele, não no lugar dele. Na prática: a rotina de manhã pode ter o produto na cena, a viagem pode ter o "o que eu levei na necessaire", o dia de estudo pode ter o skincare de dez segundos da semana de prova.

Fé: presente em tudo, sem virar pilar

Sua fé faz parte de quem você é, e quem te segue precisa encontrar isso com naturalidade. Ela não entra como quinto pilar com porcentagem porque os Reels precisam manter o foco em pele, que é o que constrói sua autoridade pra quem ainda não te conhece. O espaço natural dela é outro, e é generoso.

Stories: espaço livre. Falar de Deus, gratidão, versículo do dia, oração antes da prova. É bastidor real e aproxima quem já te segue.

Cantar nos stories: incentivado. Música é uma das coisas que mais humanizam e retêm em story. Trecho de louvor, cantarolar arrumando a bancada. Sem produção, sem vergonha.

Nos Reels de lifestyle: a fé pode aparecer integrada à rotina, como um café com devocional num domingo. Parte da cena, não tema central.

Na bio: o versículo fica. Ele já é parte da sua identidade ali.

A única fronteira: fé nunca se mistura com promessa de pele ou de saúde. "Deus me sustenta na semana de prova" é ótimo. Qualquer coisa que soe como fé mais produto igual a resultado, não, porque aí vira promessa e enfraquece os dois lados.

Suas três séries

Esta é a maior oportunidade que encontramos. Dos dezesseis perfis analisados, nenhum transformou o próprio formato de maior sucesso numa série de verdade. Quem faz isso cria expectativa: a pessoa passa a esperar seu conteúdo em vez de esbarrar nele.

toda terça

Vale o preço?

Reel falado · 40 a 60 segundos · produto na mão · capa com o nome do produto

Você pega um produto e dá seu veredito: vale o que custa ou não vale. O julgamento é sempre sobre o produto e sobre o que o rótulo promete, nunca sobre a pele de alguém.

Funciona porque entrega o que todas elas querem, que é alguém com critério dizendo onde vale gastar. E é o formato que naturalmente vira indicação de produto quando as parcerias começarem.

Pra começar
  • Protetor de R$ 60 x de R$ 180
  • Vale a pena o sérum de vitamina C da moda?
  • O que eu compraria na farmácia com R$ 150
  • Produto viral: vale o hype?
O esqueleto do episódio
  1. O preço na cara 3s
    “Esse aqui custa R$ 189. Vale?” O número é o gancho.
  2. O que a embalagem promete 5 a 10s
    Você lê o que o rótulo diz. Ler não é endossar, e essa distinção te protege.
  3. Sua experiência de uso 15 a 25s
    Textura, cheiro, como entra na sua rotina, quanto tempo dura o frasco.
  4. O veredito 5 a 10s
    Vale, vale com ressalva ou não vale. Sempre sobre o produto e o preço.
  5. A chamada 3s
    “Salva pra quando for comprar” ou “me fala qual eu testo no próximo”.
toda quinta

Diário da estudante

Reel lofi · 30 a 45 segundos · gravado na mão ou apoiado · sem edição pesada

O que você aprendeu na semana, traduzido pra quem não é da área. Sempre do lugar de quem está estudando e compartilhando.

É o seu diferencial em formato. Ninguém mais pode fazer esse conteúdo, porque ninguém mais está passando por isso agora. E prepara o terreno pra fase da clínica.

Por que o nome não é “Diário da pós”: a pós ainda não começou, então o nome seria falso hoje. “Estudante” já é verdade agora e continua verdade quando a pós começar, sem precisar renomear a série nem perder o arquivo do destaque.

Pra começar
  • Coisas que eu achava sobre pele antes de estudar de verdade
  • Uma coisa que me surpreendeu essa semana
  • Semana de prova: como fica meu skincare
  • Como é a rotina de quem estuda, trabalha e é mãe
O esqueleto do episódio
  1. A frase que resume o aprendizado 3s
    “Eu achava que [X] e não é bem assim.”
  2. De onde veio 5s
    Aula, livro, conversa. Nunca com detalhe de paciente, prontuário ou área restrita.
  3. A explicação em linguagem de leigo 20 a 30s
    Uma coisa só por episódio. Se couberem duas, viram dois episódios.
  4. O que isso muda na prática 5 a 10s
    Sempre no nível de rotina e curiosidade, nunca no nível de conduta.
  5. A chamada 3s
    “Conta se você também achava isso”, ou “pergunta pro seu dermato” quando o tema pedir.
sem dia fixo · 2x por mês

Vocês perguntaram

Reel de 20 a 40 segundos com o print da pergunta na abertura · carrossel quando a resposta for lista

Caixinha de perguntas no story, você escolhe uma e responde em Reel ou carrossel. Sempre resposta geral sobre o assunto, nunca avaliação da pele de uma pessoa específica.

Esta é a série de menor esforço das três. A pauta vem pronta do seu público, o gancho é a própria pergunta e não precisa de roteiro. É a válvula pras semanas apertadas, quando a gravação não acontece como planejado, e ainda te mostra exatamente o que sua audiência quer saber.

Como fazer
  • Caixinha no story uma vez por semana, sempre no mesmo dia
  • Escolha a pergunta que mais se repetir, não a mais difícil
  • O print da pergunta na capa já é o gancho pronto
  • Se a pergunta for sobre a pele de alguém: responda sobre o tema, no geral, não sobre o caso
O esqueleto do episódio
  1. O print da pergunta na tela 3s
    Você lê em voz alta. O gancho já veio pronto de quem perguntou.
  2. A resposta no geral 20 a 30s
    Sobre o tema, nunca sobre a pele de quem perguntou.
  3. O limite dito com naturalidade 5s
    “No caso específico de cada uma, quem vê é o dermato de vocês.”
  4. A chamada 3s
    “A caixinha fica aberta toda semana, pode mandar.”

As três regras que fazem a série funcionar

1. Mesmo dia, sempre. Terça e quinta pras duas primeiras. É o que cria hábito em quem assiste.

2. Sempre numerado. "ep. 4" na legenda ou na capa. O número é o que faz parecer série e não post solto.

3. Mesmo estilo de capa, e não a mesma capa. Isso é importante: não é repetir a mesma imagem nem o mesmo fundo. É manter a mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, sobre uma foto ou frame diferente a cada episódio. O cenário muda, a cor muda, a foto muda. O que se repete é o detalhe discreto que faz a pessoa reconhecer sua série passando o dedo pelo feed. Capa idêntica engessa a produção e quebraria a força do seu feed, que é justamente a fotografia.

Ganchos e legendas

As duas coisas que mais travam quem produz sozinha não são gravar nem editar: é decidir como começar o vídeo e o que escrever embaixo. Esta aba existe pra você abrir, escolher e ir gravar.

Três regras de gancho

1. Até doze palavras faladas. Se não couber em doze, ainda não é um gancho, é uma introdução.

2. Problema ou preço antes do nome do produto. Ninguém para por causa da marca. Para por causa da dor ou do número.

3. Aberturas proibidas: “oi gente”, “bem-vindos ao meu perfil”, “hoje eu vim falar sobre”, “não pula esse vídeo”. Todas gastam os três segundos que decidem tudo.

Quinze ganchos prontos

Escritos nas frases que o seu público usa de verdade. Dá pra usar como estão ou trocar o produto e o número.

Pele oleosa e ressecada

“Sua pele é oleosa e resseca ao mesmo tempo? Não é contradição.”

Medo de misturar

“Se você tem medo de misturar ácido, começa por esse aqui.”

Ordem dos produtos

“A ordem certa é essa. A maioria faz exatamente ao contrário.”

Dinheiro jogado fora

“Três produtos caros que eu comprei e não repetiria.”

Cara de fritura

“Protetor que não deixa a cara com aspecto de fritura existe.”

Rotina impossível

“Rotina de sete passos que você não faz vale menos que a de três.”

Orçamento

“R$ 150 na farmácia. Foi exatamente isso que eu levaria.”

Excesso de opinião

“Todo mundo indica uma coisa diferente. Vou te dizer o que eu uso.”

Produto da moda

“Antes de comprar o sérum da moda, escuta isso aqui.”

Caro x barato

“Esse custa oitenta reais e faz o que o de trezentos faz.”

Falta de tempo

“Semana de prova. Dois minutos de rotina, e é só isso.”

Bastidor de estudante

“Eu achava isso sobre pele antes de estudar. Estava errada.”

Simplificação

“Ninguém precisa de dez produtos. Precisa de três, na ordem certa.”

Prova social sem depoimento

“Pergunta que chegou umas vinte vezes essa semana.”

Antienvelhecimento

“Cedo demais ou tarde demais pra começar? Nem uma coisa nem outra.”

A estrutura de legenda

A mesma para tudo, com quatro linhas. Legenda comprida sem estrutura não é lida, e legenda de uma palavra desperdiça o alcance que o vídeo conquistou.

  1. Uma linha de gancho

    Pode repetir a fala do vídeo ou complementar. É a única linha que aparece antes do “mais”.

  2. Duas a quatro linhas de contexto

    O que o vídeo não coube: o porquê, o detalhe, a ressalva honesta.

  3. Uma linha de chamada

    Salvar, comentar, mandar pra alguém ou responder uma pergunta. Uma só, escolhida de propósito.

  4. A sinalização, quando houver

    Se for parceria, o aviso de publi vem no começo, não no fim.

Um exemplo por pilar

Skincare e produtos

Comprei achando que ia odiar e virou o que eu mais uso de manhã.

Textura leve, seca rápido e não embola embaixo do protetor, que era o meu problema com todos os outros. O frasco durou quase três meses no uso diário, então o preço por dia me pareceu justo.

Salva aí pra quando for repor o seu.

Bastidor de estudante

Eu achava que pele oleosa não precisava de hidratante. Estava errada.

Passei anos pulando essa etapa achando que ia piorar tudo. Estudando, entendi que é mais ou menos o contrário, e que o que muda é o tipo de hidratante, não a existência dele. Foi das coisas que mais mudaram a minha rotina.

Me conta se você também achava isso.

Lifestyle

Domingo de manhã sem pressa é a única coisa que sustenta a minha semana.

Café, janela aberta, e uns quinze minutos antes de todo mundo acordar. Nada de produtivo, nada de otimizado. Só isso mesmo.

Como é o seu domingo de manhã?

Educativo leve

Chocolate causa espinha? A resposta é menos direta do que parece.

O que se discute hoje não é o chocolate em si, é o conjunto da alimentação e o quanto isso varia de pessoa pra pessoa. Ou seja: não dá pra culpar um alimento sozinho, e também não dá pra dizer que não tem relação nenhuma.

Se a sua acne te incomoda de verdade, conversa com o seu dermato.

Repare que nenhum dos quatro promete resultado, e o educativo fecha remetendo ao profissional. Essa é a forma da legenda funcionar e continuar dentro dos seus cuidados ao mesmo tempo.

Bio e destaques

A bio é o único lugar do perfil onde o posicionamento precisa estar escrito com todas as letras. É o que a pessoa lê antes de decidir te seguir.

Sua bio hoje

🩺 Medicina • Estética • Lifestyle
✨ Compartilhando minha rotina e o que aprendo pelo caminho.
"E não nos cansemos de fazer o bem" — Gálatas 6:9

O versículo fica exatamente como está, porque já é parte da sua identidade ali. As duas primeiras linhas mudam pouco e por motivos diferentes.

A proposta

1Estudante de medicina | Skincare e cuidado com a pele
2✨ Rotina, lifestyle e o que aprendo pelo caminho
3"E não nos cansemos de fazer o bem" — Gálatas 6:9
Por que trocar a linha 1

"Medicina • Estética • Lifestyle" lista três áreas e não diz em que ponto você está. Quem chega hoje não consegue saber se você já é formada. A linha nova resolve isso e ainda vira um ativo: nenhum dos dezesseis perfis analisados declara com clareza o próprio momento, e é exatamente isso que gera confiança. A linha 2 ganhou "lifestyle" porque você fala de mais coisas que só pele, e quem chega precisa saber disso antes de seguir.

Uma coisa pra você decidir

Pensamos em colocar "📍 BH" pra ancorar a cidade, olhando a clínica lá na frente. Mas isso expõe sua localização e pode atrair um público que não é o que a gente quer. Alternativas: deixar a cidade só na localização marcada dos posts, como você já faz, ou usar "Minas Gerais". Sua decisão, e não tem resposta errada.

O campo que quase ninguém preenche

Além do @ existe o campo nome, aquela linha em negrito logo acima da bio. Ele é pesquisável dentro do Instagram: quem digita "skincare" na busca pode te encontrar por ele. O @ sozinho não faz isso.

Hoje ele provavelmente está só com o seu nome. A sugestão é Geovanna Dias | Skincare. É uma alteração de trinta segundos e é das poucas coisas do guia que trazem gente nova sem depender de gravar nada.

Cuidado único: o Instagram limita a duas trocas do campo nome a cada quatorze dias. Escolha uma vez e deixe.

Os cinco destaques

Poucos e funcionais valem muito mais que muitos e temáticos: um dos perfis que olhamos tem trinta e oito destaques e ninguém acha nada. Os seus atuais podem ser reaproveitados e renomeados.

1

Comece aqui

Sua apresentação. O cartão de visita do perfil.

2

Produtos

O que você indica. Vira o canal das parcerias depois.

3

Rotina

Suas rotinas e a ordem de aplicação, sempre à mão.

4

Diário da estudante

O arquivo da série, pra quem chegou depois.

5

Vocês perguntaram

As respostas que mais se repetem, guardadas.

As capas, feitas uma vez só

Cinco capas na mesma linguagem, criadas de uma vez e nunca mais tocadas: fundo preto ou off white da sua paleta, o nome do destaque em fonte serifada pequena, centralizado. Sem ícone, sem foto, sem cor diferente em cada uma.

É o detalhe que faz o topo do perfil parecer organizado antes mesmo da pessoa rolar o feed. E é tarefa de vinte minutos que rende por anos.

Os três fixados

Os posts fixados são a vitrine de quem chega pela primeira vez, e a maioria dos perfis deixa neles o que por acaso foi bem. A proposta é usar os três de propósito:

1. O Reel de apresentação, que é o mesmo do destaque "Comece aqui".
2. O melhor episódio de Vale o preço?
3. O melhor episódio de Diário da estudante.

Assim quem chega entende em dez segundos quem você é e o que esperar do perfil. Os dois últimos vão trocando conforme aparecer um episódio melhor. O primeiro fica.

Um vídeo que vale por dez

O primeiro destaque começa com um Reel de apresentação fixado no perfil: quem você é, o que está estudando, o que traz ali. É o único post que funciona como documento, e é o que a pessoa vê antes de decidir te seguir. Vale caprichar nesse, e ele não vence: dá pra usar por muito tempo.

Seu ritmo

Esta parte foi refeita depois de olhar seus números de verdade. A conclusão foi que o problema nunca foi volume: você já publica com uma constância que muitos perfis grandes não têm. O que pesa é o custo de cada peça.

O que seus números mostram

Você publica cerca de duas vezes e meia por semana, sem sumiço e sem pico, estudando, sendo mãe e produzindo tudo sozinha. Comparando com os perfis que analisamos, isso é mais do que várias contas com estrutura e equipe.

Então a meta não é te pedir o dobro. É baixar o custo de cada peça pra você conseguir manter o que já faz e ainda encaixar as séries.

A semana

Seg
Stories
Ter
Vale o preço?
Qua
Livre
Qui
Diário da estudante
Sex
Stories
Sáb
Carrossel
Dom
Stories

Três a quatro publicações na semana: as duas séries e um ou dois carrosséis. Stories todo dia, do jeito mais solto possível. Semana difícil? As duas séries são a prioridade, e o carrossel pode ser foto que você já tem.

Cardápio de stories

Story diário parece muito até virar rotina. Estes oito resolvem qualquer dia sem exigir ideia nova, e a maioria leva menos de um minuto.

Bancada do dia

Foto do que você está usando hoje, sem legenda elaborada.

Caixinha de perguntas

Sempre com a mesma frase: “Pergunte o que quiser 👇”. Alimenta a série das perguntas.

Cantar um trecho

Louvor, cantarolar arrumando a bancada. É o que mais aproxima quem já te segue.

O que estou estudando

Tela, caderno, café do lado. Nunca paciente, prontuário ou área restrita.

Enquete A ou B

Dois produtos lado a lado. Além de engajar, te diz o que gravar depois.

Repost do arquivo

Um conteúdo antigo bom com “quem chegou agora não viu esse”.

Bastidor de gravação

O set montado, o erro, a terceira tentativa. Humaniza e custa zero.

Domingo devagar

Café, janela, versículo. É onde a fé aparece com naturalidade.

Lofi: a chave de tudo

Nem todo conteúdo precisa ser produzido. Na verdade, a maior parte funciona melhor quando não é.

3

peças lofi
Gravadas na mão, sem edição pesada, com cara de nativo. Bastidor e story já são assim por natureza. Skincare também pode ser: gravar a rotina de verdade, com o celular apoiado.

1

peça produzida
Um Reel por semana com cuidado de luz, enquadramento e capa. É ele que sustenta a estética premium e prepara o valor da consulta lá na frente. Esse não abre mão.

Por que isso é bom e não é preguiça: conteúdo lofi derruba a fricção de produção, que é o que faz a maioria dos perfis pararem. E tem um efeito prático no nosso trabalho: quando eu uso essas peças nas campanhas, conteúdo que não parece anúncio performa melhor do que anúncio. Peça caprichada demais às vezes entrega menos.

O cuidado é não deixar a régua cair de vez. Por isso a proporção é fixa e o Reel produzido da semana é inegociável.

Gravação em lote

Uma sessão de duas a três horas rende de três a cinco Reels. É muito mais eficiente que tentar gravar todo dia e resolve a semana inteira de uma vez. Se der pra encaixar uma por semana, ótimo. Se der uma a cada quinze dias, também funciona: grava mais peças por sessão.

E foto solta não rende: todo post estático vira carrossel de três a dez imagens. Dá o mesmo trabalho e a pessoa passa muito mais tempo ali. Nisso você já está certa, seu perfil praticamente não tem foto única.

Na hora de gravar

Celular bom, luz boa e áudio limpo ganham de câmera cara mal usada. O que mais importa está tudo aqui.

  1. Sempre em pé, 1080x1920

    Deixe uns 15% livres no topo e embaixo, que é onde a interface do Reels cobre a imagem.

  2. Rosto iluminado de frente, nunca contra a luz

    Luz de janela é o plano A durante o dia. Ring light entra à noite ou em dia fechado.

  3. Um cantinho fixo

    A mesma bancada, com o mesmo fundo, sempre que der. Isso vira sua assinatura visual sem precisar de logo nenhum, e acaba com a fricção de montar cenário toda vez.

  4. O gancho está nos três primeiros segundos

    Uma frase falada ou um texto na tela que faça a pessoa querer ficar. É a parte mais importante do vídeo inteiro.

  5. Áudio limpo

    Ambiente em silêncio ou lapela ligada. Vídeo com áudio ruim não performa, por melhor que seja o conteúdo.

  6. Um estilo de capa, com liberdade dentro dele

    Não é usar sempre a mesma imagem. É manter a mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, e variar a foto, o cenário e a cor à vontade. O que identifica você é o detalhe repetido, não a repetição da imagem.

Se o Reel vai virar anúncio

Alguns dos seus conteúdos eu uso nas campanhas, e aí entram duas regras técnicas que não têm nada a ver com estética.

Máximo de 90 segundos. Acima disso não roda como anúncio.

Sem música com direito autoral. Áudio original, sua própria voz ou trilha liberada. Música conhecida trava a aprovação do anúncio. Às vezes uma faixa pouco conhecida passa batido, mas o risco não compensa: se acontecer várias vezes, a conta pode acabar com alguma restrição.

Não precisa fazer tudo assim. Só vale saber que, quando você quiser que um conteúdo alcance mais gente por impulsionamento, ele precisa nascer dentro dessas duas regras.

Trinta segundos antes de postar

Passe o olho nisso e publique. É curto de propósito, pra caber no hábito.

  • O gancho acontece nos três primeiros segundos?
  • Sobrou espaço livre no topo e embaixo, onde a interface cobre?
  • O áudio está limpo?
  • Alguma frase promete resultado ou avalia a pele de alguém?
  • A capa está no estilo da série, com o número do episódio?
  • A legenda tem gancho, contexto e uma chamada?
  • Se for parceria: publi sinalizada no começo e selo ligado?
  • O arquivo original ficou salvo em qualidade máxima?
  • Se puder virar anúncio: até 90 segundos e sem música com direito autoral?

Quando for me mandar material

Hoje eu tenho usado suas publicações que já estão no ar, e funciona bem. Mas quando você quiser me mandar algo direto, um vídeo que gravou e não postou ou uma peça pensada pra campanha, me manda o arquivo original em qualidade máxima, não o vídeo baixado do Instagram. O download volta comprimido e perde qualidade justamente onde a gente mais precisa.

Vale também me avisar quando um conteúdo for especialmente importante pra você. Assim eu priorizo ele na distribuição.

Sua identidade visual

Esta paleta não foi inventada: ela foi tirada do que você já usa. Seu feed é editorial, de contraste alto e fotografia forte, e a ideia é dar nome ao que já existe pra ficar mais fácil de repetir.

Preto profundo

#1B1816

Dos seus fundos escuros e espelhos. É a cor de todo texto.

Branco

#FFFFFF

Dos ensaios de estúdio. Fundo de arte e respiro.

Off white quente

#F2EDE6

Fundo alternativo, mais quente que o branco. Bom pra capa.

Camel

#A8825C

Cor de destaque. Aparece no seu feed em tons de pele, madeira e tecido. Usar pouco pra valer muito.

Champanhe

#C8A76B

Você já usa em texto sobre foto. Mantém.

Duas fontes, só

Uma serifada pra título sobre foto — Playfair Display ou Cormorant. É a que dá o ar editorial.

Uma sem serifa, limpa, pra apoio — Montserrat light.

Manuscrita só em story, nunca em capa de Reel.

Duas fontes bastam pra tudo. Mais que isso e o feed começa a parecer de pessoas diferentes.

Texto sobre foto

Onde: só em área limpa da imagem, nunca em cima de detalhe importante.

Cor: branco ou champanhe. Se a foto for muito clara ou ocupada, escurece levemente aquela região ou usa uma sombra suave atrás do texto. Dourado sobre foto clara não lê.

Tamanho: pequeno. Título discreto vale mais que título gritando.

Posição: sempre a mesma, nas peças da mesma série.

Não usar card branco de fundo na capa. Isso quebraria o seu feed, que é fotográfico, e a fotografia é a sua maior força hoje. A capa é sempre um frame do próprio vídeo ou uma foto sua, com o título por cima.

Um preset só

Escolha uma edição de cor e use em tudo: tom discretamente quente, saturação contida. A coerência do feed vem muito mais da repetição do tratamento de cor do que de qualquer arte.

Antes de fechar isso, uma conversa

Paleta, fontes e preset só valem se funcionarem nas ferramentas que você já usa pra editar. Fonte que não existe no seu aplicativo é sugestão morta. Me conta o que você usa hoje e a gente ajusta a proposta pro que dá pra fazer de verdade, sem trocar seu jeito de trabalhar.

Cuidados

Não é burocracia. É o que protege você agora e protege a clínica depois. E, na prática, quase sempre existe uma forma melhor de dizer a mesma coisa.

A direção geral, em uma frase

Você nunca fala do lugar de quem orienta tratamento. Sempre do lugar de quem estuda e compartilha. Todo o resto abaixo é consequência disso.

Sem se apresentar como dermatologista

O correto e verdadeiro hoje é estudante de medicina. Vale pra bio, legenda, story e resposta de mensagem.

"Pós-graduanda em dermatologia" só entra quando a pós começar de fato. Antes disso a frase seria falsa, e depois da formatura, em dezembro de 2027, o título de médica entra sem mudar nada do resto: dermatologista continua fora, porque depende de RQE.

Sem antes e depois

Nem seu, nem de ninguém, nem em versão disfarçada de linha do tempo ou "há dois anos x hoje".

"olha como minha pele mudou"
→
"o que eu passei a fazer diferente", mostrando o processo e os produtos hoje

Efeito de produto é sempre o que a marca diz

Essa é a troca mais simples do guia e resolve quase tudo. Você não precisa deixar de falar de nada: só precisa dizer de quem é a promessa.

"esse sérum estimula colágeno"
→
"a marca diz que estimula colágeno" · "é o que o fabricante promete"

Duas palavras a mais e a frase deixa de ser sua afirmação. Além de resolver o cuidado, soa mais honesto do que afirmar, e é do jeito que a gente fala na vida real.

Modo de usar também é da marca

A diferença entre informar e prescrever está no verbo.

"use duas vezes por semana"
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"a orientação do fabricante é duas vezes por semana"

Sem avaliar a pele de alguém

Nem no comentário, nem no direct, nem por foto. Esse é o ponto mais importante de todos. A resposta pode ser gentil e sempre a mesma: você fala do assunto no geral, e o caso de cada pessoa é com o dermatologista dela. A série Vocês perguntaram existe justamente pra transformar essas perguntas em conteúdo sem precisar avaliar ninguém.

Sem falar de medicamento de prescrição

Nem pra criticar, nem pra defender. É o único assunto que sai inteiro, sem versão amenizada.

opinar sobre um tratamento
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opinar sobre propaganda, rótulo, preço e a expectativa irreal que o mercado cria

Sem superlativo absoluto

"O melhor do mercado" e "serve pra todo tipo de pele" viram promessa quando vêm de alguém ligada à medicina.

"o melhor protetor que existe"
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"uso há oito meses e já recomprei três vezes"

Tem a mesma força de recomendação e é verdade.

Sinalizar publicidade, e sinalizar quando não é

Quando as parcerias começarem: aviso claro no começo da legenda e o selo de parceria do Instagram ligado. Vale pra produto recebido de presente e pra link com comissão.

E o contrário é tão importante quanto. Hoje você indica coisa por gosto próprio, e dizer isso em voz alta, "comprei com meu dinheiro", "não é publi, é porque eu gosto mesmo", é o que vai dar peso à sua recomendação quando a publi de verdade chegar. Quem nunca diferencia acaba parecendo que só fala por dinheiro.

Sobre remeter ao dermatologista

Não precisa virar carimbo no fim de todo post. Repetido em toda peça soa protocolar e afasta, e o seu jeito de falar já comunica de onde você está falando.

Frases que já resolvem naturalmente: "o que eu tô aprendendo sobre isso", "o que a literatura diz", "na minha rotina eu uso", "pergunta pro seu dermato". A remissão direta ao profissional entra quando o assunto pede, como queda de cabelo, mancha ou acne mais séria, e não como assinatura automática. Você já fez isso muito bem sozinha, quando escreveu que os cosméticos não substituem medicação nem acompanhamento.

Quando uma marca te procura

Isso vai começar a acontecer com mais frequência conforme o perfil cresce. A parte difícil não é responder: é responder sem se comprometer com algo que você não quer fazer e sem parecer difícil de trabalhar. Este roteiro resolve as duas coisas.

A regra que evita 90% dos problemas

Nunca feche nada no direct, e nunca fale de valor no primeiro contato. O direct é só a porta. Você agradece, pede detalhes e leva a conversa pro WhatsApp ou e-mail, onde dá pra combinar por escrito.

Marca séria não se incomoda com isso. Marca que se incomoda de colocar a proposta por escrito estava contando com a sua pressa.

O caminho, do primeiro oi ao combinado

  1. Responda rápido e sem compromisso

    Simpatia não é sim. Dá pra ser calorosa sem aceitar nada.

  2. Tire do direct

    WhatsApp ou e-mail. O direct some, arquiva e mistura tudo.

  3. Peça a proposta por escrito

    O que é o produto, quantas peças, prazo, se vai ser impulsionado, se tem exclusividade e se é permuta ou cachê.

  4. Passe pelo seu filtro

    As perguntas do bloco abaixo. Se travar em alguma, provavelmente a resposta é não.

  5. Alinhe os limites antes de aceitar

    Você diz como trabalha, a marca concorda por escrito, e aí sim você grava.

Mensagem 1 · primeiro contato no direct

“Oi, [nome]! Que bom que vocês pensaram em mim 🤍 Me conta mais? O que vocês têm em mente, quantos conteúdos e o prazo. Se preferir, me chama no WhatsApp [número] que eu te respondo certinho por lá.”

Mensagem 2 · pedindo a proposta por escrito

“Oi, [nome]! Pra eu conseguir te responder direito, me manda esses pontos por escrito: 1. qual produto; 2. o que vocês esperam de conteúdo, quantos vídeos, stories ou fotos; 3. prazo de entrega e por quanto tempo o conteúdo fica no ar; 4. se vocês pretendem impulsionar o conteúdo; 5. se é permuta ou tem cachê. Com isso eu já te digo o que consigo fazer 🤍”

Mensagem 3 · alinhando os limites antes de aceitar

“Fechado, dá pra fazer! Só te alinho como eu trabalho, pra não ter ruído depois: eu não prometo resultado nem falo de tratamento, porque ainda estou em formação e isso tem regra própria. Eu falo do produto pela minha experiência de uso, mostro textura, cheiro, embalagem e conto o que achei de verdade. Se eu não gostar, eu te aviso antes de postar e a gente decide junto o que fazer. E todo conteúdo de parceria vai sinalizado como publi. Combinado assim?”

Essa mensagem parece dura na primeira leitura e é exatamente o contrário: ela te posiciona como alguém profissional, e é o que faz a marca te chamar de novo.

As perguntas antes de dizer sim

Eu usaria isso mesmo sem parceria? Se a resposta é não, nenhum valor compensa. Sua audiência inteira é construída em cima de confiar no seu gosto.

A campanha da marca promete resultado? Se o rótulo ou o material deles fala em “clareia em 7 dias”, o roteiro precisa ser seu, não deles.

Quantas peças, em quanto tempo? Três stories é uma coisa. Reel roteirizado, com aprovação e regravação, é outra bem diferente.

A marca vai impulsionar o conteúdo? Anunciar com a sua imagem e a sua voz vale mais que um post orgânico, e por prazo determinado. Isso entra na conversa de valor.

Tem exclusividade? Se sim, por quanto tempo e em qual categoria. Exclusividade te impede de falar de concorrente e por isso precisa ser paga, não suposta.

É permuta ou cachê? Permuta também é pagamento e tem valor. Produto de R$80 não paga um Reel gravado, editado e publicado.

Quem aprova o roteiro? Roteiro engessado pela marca costuma performar pior, porque perde a sua voz. Prefira: eles mandam os pontos obrigatórios, você escreve.

Os limites que não mudam por parceria nenhuma

Tudo que está na aba Cuidados continua valendo com marca pagando, e alguns pontos ficam ainda mais sensíveis, porque publicidade é justamente onde a fiscalização olha primeiro.

Sem promessa de resultado, mesmo pedida

Se a marca pedir “fala que sua pele ficou uniforme em duas semanas”, a resposta é que você não faz esse tipo de fala.

“esse aqui uniformiza a pele”
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“uso há dois meses e é o que eu mais gosto de passar de manhã”

Apresentação, não demonstração no corpo

O formato combinado nas parcerias atuais é você apresentar o produto, abrir, mostrar e comentar, e não aplicar ou usar no corpo na frente da câmera. Se uma marca pedir demonstração, isso é ponto de negociação, nunca algo que já vem incluído.

Nada de tarja, prescrição ou procedimento

Medicamento, manipulado com ativo de prescrição e divulgação de procedimento estão fora, independente do valor. Esse é o único item da lista que não tem meio termo.

Publi sempre sinalizada

Aviso no começo da legenda e o selo de parceria paga do Instagram ligado. Vale pra cachê, pra permuta, pra produto recebido de presente e pra link com comissão. Não é detalhe burocrático: é o que protege você e o que faz sua indicação espontânea valer mais.

Como dizer não sem fechar a porta

Recusar bem é metade do jogo. A marca que ouve um não educado costuma voltar com uma proposta melhor.

“Oi, [nome], obrigada pelo convite 🤍 Dessa vez eu vou passar, porque [não combina com o que eu falo por aqui / minha agenda de conteúdo desse mês já está fechada]. Mas fico à disposição pra uma próxima, pode me chamar sem problema.”

E quando o motivo for o tipo de produto:

“Esse tipo de produto eu não consigo divulgar, porque a comunicação dele envolve promessa de resultado e eu não posso fazer esse tipo de fala na fase em que estou. Se vocês tiverem outro produto da linha, me manda que eu olho com carinho 🤍”

Quando me chamar antes de responder

Me manda print da conversa, sem pressa de responder, sempre que aparecer: valor em dinheiro, exclusividade, contrato pra assinar, pedido de impulsionamento pela marca ou qualquer proposta recorrente, do tipo tantos conteúdos por mês. Nesses casos eu te ajudo a precificar e a ler o que está escrito antes de você concordar.

Convite simples de permuta pontual você resolve sozinha com as mensagens daqui. Não precisa me consultar pra tudo.

Link de desconto e comissão são uma frente separada, que entra na fase seguinte do projeto. Quando chegar a hora, eu te mando o passo a passo com a parte de sinalização já resolvida.

Referências

Os perfis que a gente analisou pra chegar nesta direção, vários deles vindos de você. Aqui vai só o veredito rápido de cada um, pra você olhar sabendo o que procurar em vez de olhar solto.

Marcas

@charthoficial

Copiar: contar a própria história em capítulos numerados. Evitar: o volume, publicam duas vezes por dia.

@tigoficial

Copiar: nomear e numerar o que se repete. Adaptar: a capa editorial, com título pequeno sobre foto forte.

@rosaimperialfitness

Copiar: dar um apelido pra audiência, cria pertencimento. Evitar: tom de promoção constante.

@chasebrasil

Copiar: disciplina de paleta, o feed inteiro numa cor só. Evitar: legenda que não fala com ninguém.

@rowa.store

Adaptar: colaboração com criadoras é o alcance mais barato que existe. Evitar: depender só de terceiros.

@padock_

Copiar: cenário e luz como assinatura, sem logo nenhum. Evitar: parceria sem sinalização.

@alereisskincare

Adaptar: o destaque de produtos como vitrine permanente. Evitar: trinta e oito destaques e cara de catálogo.

@aera.bh.belvedere

Copiar: cenário repetido vira marca sozinho. Adaptar: conteúdo feito com clientes, útil na fase da clínica.

Pessoas

@luizandradec

Copiar: a série numerada com dia fixo, é o modelo do Diário da estudante. Evitar: conteúdo sobre medicamento de prescrição.

@jin.kbeauty

Copiar: o veredito "compra ou não compra". Evitar: a palavra "especialista" e o modo de usar dado como ordem.

@betinaklotz

Copiar: admitir o preço em vez de esconder, gera confiança. Evitar: "glow up", que é antes e depois disfarçado.

@lafernandesss

Copiar: mostrar o gesto no próprio rosto e o cenário sempre igual. Evitar: promessa de efeito nas legendas.

@camilla

Copiar: o Reel longo falado, com gancho de explicar algo difícil de um jeito simples. Evitar: falar do lugar de médica.

@natmosca

Copiar: série curta de veredito rápido. Evitar: destaque demais e feed sem foco.

@studiovf

Adaptar: a estética de clínica premium, referência pra sua fase seguinte. Evitar: a irregularidade de postagem.

@romananovais

Olhar por curiosidade: escala e credencial muito diferentes da sua fase. Pouco aproveitável no dia a dia.

Como olhar referência sem se perder

Referência é ponto de partida, nunca cópia. E cuidado com número: perfil grande costuma impulsionar conteúdo, então um Reel com milhões de visualizações pode estar medindo verba, não qualidade. O que vale observar é a construção, como abre, como prende, como termina, e não o tamanho do número.

O que preciso de você

Escrevi tudo isso pensando no seu perfil, mas nada entra no ar sem o seu ok. Pode me responder no WhatsApp, tudo numa mensagem só.

Seis respostas

  1. A bio. Aprova as linhas 1 e 2? E sobre a cidade: prefere deixar de fora, usar "Minas Gerais" ou colocar BH mesmo?
  2. O campo nome. Posso mudar pra "Geovanna Dias | Skincare"? É o que te faz aparecer na busca do Instagram.
  3. As séries. "Vale o preço?" nas terças, "Diário da estudante" nas quintas e "Vocês perguntaram" quando der. Os nomes combinam com você?
  4. Os destaques. Pode reorganizar nesses cinco?
  5. Edição. Que aplicativo você usa pra editar vídeo e capa? Preciso saber pra ver se a paleta e as fontes que sugeri funcionam aí, ou se a gente adapta.
  6. Uma data pra primeira gravação em lote. De duas a três horas, que já resolvem os primeiros episódios das duas séries.
Abrir o GPT da Jojo

Assim que você responder, eu ajusto o que precisar e a gente começa. Qualquer dúvida sobre qualquer parte daqui, é só me chamar.