Como usar este guia
Ele não precisa ser lido de uma vez. Cada aba lá em cima resolve uma dúvida diferente, e você volta na que precisar.
O caminho mais curto
Antes de gravar: abra "Suas séries" pra escolher o tema da semana e "Gravar e enviar" pra lembrar do essencial.
Se bater dúvida se pode falar algo: vá direto em "Cuidados".
Quando quiser ideia nova: "Referências" tem os perfis que a gente olhou e o que vale tirar de cada um.
Quando estiver sem tempo: a série Vocês perguntaram existe exatamente pra isso.
Seu GPT
Criei um assistente treinado com tudo que está aqui. Ele serve pra destravar na hora: pedir ideia de gancho, revisar uma legenda antes de postar, checar se alguma frase esbarra em algum cuidado, transformar uma pergunta da caixinha em roteiro. Use sem cerimônia, inclusive pra discordar dele.
Abrir o GPT da JojoDe onde veio tudo isso
Analisamos dezesseis perfis de referência, entre marcas e criadoras, e também o seu próprio perfil, com o mesmo método. A direção daqui não é palpite: ela sai do cruzamento entre o que funciona no mercado e o que já funciona em você.
E uma coisa ficou clara logo: você já acerta bastante. A constância é real, a fotografia é forte, e você já faz naturalmente algo que quase nenhum perfil grande faz, que é deixar claro o limite do que está falando. Este guia mexe menos do que você imagina e organiza mais do que muda.
Pra quem a gente fala
Antes de qualquer ideia de vídeo, é essa pessoa que a gente tem na cabeça. Ela tem nome pra ficar concreta, mas não é uma pessoa só.
Mariana, 31 anos
Mora em Belo Horizonte, carreira em consolidação, renda própria. Treina algumas vezes na semana e enxerga a pele como parte da identidade profissional: quer parecer alguém que se cuida.
Já usa de quatro a seis produtos, mas montou a rotina no vai e vem, um vídeo aleatório aqui, uma indicação de balconista ali. Gasta, erra e acumula produto pela metade na gaveta. O que ela quer não é mais informação: é curadoria de alguém em quem confia.
"Minha pele vive oleosa mas ao mesmo tempo resseca." · "Não sei que ácido usar nem em que ordem." · "Todo mundo indica uma coisa diferente, não sei em quem confiar."
Mais três que também te assistem
A Mariana é o centro, mas não é todo mundo. Estes três aparecem bastante e servem pra você não tentar encaixar tudo numa pessoa só: se um conteúdo não é pra Mariana, ainda pode ser pra um deles.
Júlia, 23
Estudante ou primeiro emprego. Orçamento curto, muita informação e nenhuma ordem. Começou skincare pelo TikTok e tem medo de estragar a pele misturando coisa errada.
"O que dá pra fazer gastando pouco?"Camila, 26
Também é da área da saúde ou está estudando. Te acompanha tanto pelo skincare quanto pela rotina de quem estuda muito. É quem mais comenta e mais compartilha.
"Como você dá conta de tudo isso?"Renata, 42
Renda maior, menos tempo, muito mais critério. Não quer trend, quer saber o que vale. É a que mais tem chance de virar paciente quando a clínica abrir.
"Isso funciona mesmo ou é modinha?"Como usar isso na prática
Antes de gravar, pergunte pra qual das quatro aquele conteúdo é. Se não for pra nenhuma, provavelmente é um conteúdo que você quer fazer por gosto, o que é legítimo, mas entra como exceção e não como pauta.
E repare: as quatro têm a mesma pergunta de fundo, que é "em quem eu confio pra decidir isso". Esse é o lugar que você ocupa. Primeiro como criadora, depois como clínica.
Seu posicionamento
Uma frase que resume tudo e serve de teste toda vez que aparecer uma ideia nova.
A futura médica que mostra o caminho da pele bem cuidada, com a verdade de quem está estudando isso agora.
O tom é próximo, aspiracional sem ser inalcançável, honesto sobre a fase de estudante. Nada de tom professoral: você compartilha o que está aprendendo, não baixa orientação.
O que sustenta isso não é só o assunto
Olhando dezesseis perfis, ficou claro que ninguém constrói autoridade só com título. Constrói com constância, com clareza de curadoria e com uma história que só aquela pessoa tem.
A sua história tem várias camadas que trabalham a seu favor, e todas verdadeiras. Você está estudando dermatologia agora, em tempo real, o que ninguém consegue copiar. Você concilia isso com maternidade e com a reta final da graduação, o que explica seu ritmo e cria identificação imediata com quem também faz malabarismo. E você tem valores que já aparecem no seu jeito de falar: fé, cuidado com as pessoas, equilíbrio como forma de viver. Isso não é ruído no conteúdo. É o que faz alguém escolher você em vez de outra pessoa que fala das mesmas coisas.
Nada aqui pede que você exponha o que não quiser. A ideia é que o contexto apareça naturalmente: no cansaço de uma semana de prova, na gratidão de um domingo, na escolha de um produto simples porque não dá tempo de uma rotina de sete passos. É isso que transforma um perfil de skincare num perfil seu.
Seus quatro pilares
Todo conteúdo cai em um destes quatro. A proporção é meta do mês, não regra de cada semana.
Skincare e produtos
Rotinas, resenhas, ordem de aplicação, custo x benefício, achados de farmácia. É o motor de crescimento e o que abre caminho pras parcerias.
Bastidor de estudante
Rotina, estudo da pós, o que você aprendeu na semana, dia de prova. É onde a autoridade se constrói e o que ninguém copia de você.
Lifestyle
Rotina matinal, autocuidado, treino, viagem, arrume-se comigo. Hoje é o que mais te dá alcance, e não se mexe no que funciona.
Educativo leve
Curiosidade de pele, mito e verdade, por que isso acontece. É o conteúdo que as pessoas salvam e mandam pra amiga.
Uma observação sobre o lifestyle
Olhando seus números, os conteúdos de maior alcance hoje são justamente os visuais: viagem, estética, cenário bonito, sem texto na capa. Isso não vai ser trocado por conteúdo de produto.
O lifestyle é a porta de entrada, é ele que traz gente nova pro perfil. O skincare cresce por dentro dele, não no lugar dele. Na prática: a rotina de manhã pode ter o produto na cena, a viagem pode ter o "o que eu levei na necessaire", o dia de estudo pode ter o skincare de dez segundos da semana de prova.
Fé: presente em tudo, sem virar pilar
Sua fé faz parte de quem você é, e quem te segue precisa encontrar isso com naturalidade. Ela não entra como quinto pilar com porcentagem porque os Reels precisam manter o foco em pele, que é o que constrói sua autoridade pra quem ainda não te conhece. O espaço natural dela é outro, e é generoso.
Stories: espaço livre. Falar de Deus, gratidão, versículo do dia, oração antes da prova. É bastidor real e aproxima quem já te segue.
Cantar nos stories: incentivado. Música é uma das coisas que mais humanizam e retêm em story. Trecho de louvor, cantarolar arrumando a bancada. Sem produção, sem vergonha.
Nos Reels de lifestyle: a fé pode aparecer integrada à rotina, como um café com devocional num domingo. Parte da cena, não tema central.
Na bio: o versículo fica. Ele já é parte da sua identidade ali.
A única fronteira: fé nunca se mistura com promessa de pele ou de saúde. "Deus me sustenta na semana de prova" é ótimo. Qualquer coisa que soe como fé mais produto igual a resultado, não, porque aí vira promessa e enfraquece os dois lados.
Suas três séries
Esta é a maior oportunidade que encontramos. Dos dezesseis perfis analisados, nenhum transformou o próprio formato de maior sucesso numa série de verdade. Quem faz isso cria expectativa: a pessoa passa a esperar seu conteúdo em vez de esbarrar nele.
Vale o preço?
Você pega um produto e dá seu veredito: vale o que custa ou não vale. O julgamento é sempre sobre o produto e sobre o que o rótulo promete, nunca sobre a pele de alguém.
Funciona porque entrega o que todas elas querem, que é alguém com critério dizendo onde vale gastar. E é o formato que naturalmente vira indicação de produto quando as parcerias começarem.
- Protetor de R$ 60 x de R$ 180
- Vale a pena o sérum de vitamina C da moda?
- O que eu compraria na farmácia com R$ 150
- Produto viral: vale o hype?
Diário da pós
O que você aprendeu na semana da pós, traduzido pra quem não é da área. Sempre do lugar de quem está estudando e compartilhando.
É o seu diferencial em formato. Ninguém mais pode fazer esse conteúdo, porque ninguém mais está passando por isso agora. E prepara o terreno pra fase da clínica.
- Coisas que eu achava sobre pele antes de estudar dermato
- Uma coisa que me surpreendeu essa semana
- Semana de prova: como fica meu skincare
- Como é a rotina de quem estuda, trabalha e é mãe
Vocês perguntaram
Caixinha de perguntas no story, você escolhe uma e responde em Reel ou carrossel. Sempre resposta geral sobre o assunto, nunca avaliação da pele de uma pessoa específica.
Esta é a série de menor esforço das três. A pauta vem pronta do seu público, o gancho é a própria pergunta e não precisa de roteiro. É a válvula pras semanas apertadas, quando a gravação não acontece como planejado, e ainda te mostra exatamente o que sua audiência quer saber.
- Caixinha no story uma vez por semana, sempre no mesmo dia
- Escolha a pergunta que mais se repetir, não a mais difícil
- O print da pergunta na capa já é o gancho pronto
- Se a pergunta for sobre a pele de alguém: responda sobre o tema, no geral, não sobre o caso
As três regras que fazem a série funcionar
1. Mesmo dia, sempre. Terça e quinta pras duas primeiras. É o que cria hábito em quem assiste.
2. Sempre numerado. "ep. 4" na legenda ou na capa. O número é o que faz parecer série e não post solto.
3. Mesmo estilo de capa, e não a mesma capa. Isso é importante: não é repetir a mesma imagem nem o mesmo fundo. É manter a mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, sobre uma foto ou frame diferente a cada episódio. O cenário muda, a cor muda, a foto muda. O que se repete é o detalhe discreto que faz a pessoa reconhecer sua série passando o dedo pelo feed. Capa idêntica engessa a produção e quebraria a força do seu feed, que é justamente a fotografia.
Bio e destaques
A bio é o único lugar do perfil onde o posicionamento precisa estar escrito com todas as letras. É o que a pessoa lê antes de decidir te seguir.
Sua bio hoje
✨ Compartilhando minha rotina e o que aprendo pelo caminho.
"E não nos cansemos de fazer o bem" — Gálatas 6:9
Duas das três linhas já estão certas e ficam: a segunda tem o espírito exato do posicionamento, e o versículo é parte da sua identidade ali. A que muda é a primeira.
A proposta
2✨ Compartilhando minha rotina e o que aprendo sobre pele
3"E não nos cansemos de fazer o bem" — Gálatas 6:9
"Medicina • Estética • Lifestyle" lista três áreas e não diz em que ponto você está. Quem chega hoje não consegue saber se você já é formada. A linha nova resolve isso e ainda vira um ativo: nenhum dos dezesseis perfis analisados declara com clareza o próprio momento, e é exatamente isso que gera confiança.
Pensamos em colocar "📍 BH" pra ancorar a cidade, olhando a clínica lá na frente. Mas isso expõe sua localização e pode atrair um público que não é o que a gente quer. Alternativas: deixar a cidade só na localização marcada dos posts, como você já faz, ou usar "Minas Gerais". Sua decisão, e não tem resposta errada.
Os cinco destaques
Poucos e funcionais valem muito mais que muitos e temáticos: um dos perfis que olhamos tem trinta e oito destaques e ninguém acha nada. Os seus atuais podem ser reaproveitados e renomeados.
Comece aqui
Sua apresentação. O cartão de visita do perfil.
Produtos
O que você indica. Vira o canal das parcerias depois.
Rotina
Suas rotinas e a ordem de aplicação, sempre à mão.
Diário da pós
O arquivo da série, pra quem chegou depois.
Vocês perguntaram
As respostas que mais se repetem, guardadas.
Um vídeo que vale por dez
O primeiro destaque começa com um Reel de apresentação fixado no perfil: quem você é, o que está estudando, o que traz ali. É o único post que funciona como documento, e é o que a pessoa vê antes de decidir te seguir. Vale caprichar nesse, e ele não vence: dá pra usar por muito tempo.
Seu ritmo
Esta parte foi refeita depois de olhar seus números de verdade. A conclusão foi que o problema nunca foi volume: você já publica com uma constância que muitos perfis grandes não têm. O que pesa é o custo de cada peça.
O que seus números mostram
Você publica cerca de duas vezes e meia por semana, sem sumiço e sem pico, estudando, sendo mãe e produzindo tudo sozinha. Comparando com os perfis que analisamos, isso é mais do que várias contas com estrutura e equipe.
Então a meta não é te pedir o dobro. É baixar o custo de cada peça pra você conseguir manter o que já faz e ainda encaixar as séries.
A semana
Três a quatro publicações na semana: as duas séries e um ou dois carrosséis. Stories todo dia, do jeito mais solto possível. Semana difícil? As duas séries são a prioridade, e o carrossel pode ser foto que você já tem.
Lofi: a chave de tudo
Nem todo conteúdo precisa ser produzido. Na verdade, a maior parte funciona melhor quando não é.
peças lofi
Gravadas na mão, sem edição pesada, com cara de nativo. Bastidor e story já são assim por natureza. Skincare também pode ser: gravar a rotina de verdade, com o celular apoiado.
peça produzida
Um Reel por semana com cuidado de luz, enquadramento e capa. É ele que sustenta a estética premium e prepara o valor da consulta lá na frente. Esse não abre mão.
Por que isso é bom e não é preguiça: conteúdo lofi derruba a fricção de produção, que é o que faz a maioria dos perfis pararem. E tem um efeito prático no nosso trabalho: quando eu uso essas peças nas campanhas, conteúdo que não parece anúncio performa melhor do que anúncio. Peça caprichada demais às vezes entrega menos.
O cuidado é não deixar a régua cair de vez. Por isso a proporção é fixa e o Reel produzido da semana é inegociável.
Gravação em lote
Uma sessão de duas a três horas rende de três a cinco Reels. É muito mais eficiente que tentar gravar todo dia e resolve a semana inteira de uma vez. Se der pra encaixar uma por semana, ótimo. Se der uma a cada quinze dias, também funciona: grava mais peças por sessão.
E foto solta não rende: todo post estático vira carrossel de três a dez imagens. Dá o mesmo trabalho e a pessoa passa muito mais tempo ali. Nisso você já está certa, seu perfil praticamente não tem foto única.
Na hora de gravar
Celular bom, luz boa e áudio limpo ganham de câmera cara mal usada. O que mais importa está tudo aqui.
- Sempre em pé, 1080x1920
Deixe uns 15% livres no topo e embaixo, que é onde a interface do Reels cobre a imagem.
- Rosto iluminado de frente, nunca contra a luz
Luz de janela é o plano A durante o dia. Ring light entra à noite ou em dia fechado.
- Um cantinho fixo
A mesma bancada, com o mesmo fundo, sempre que der. Isso vira sua assinatura visual sem precisar de logo nenhum, e acaba com a fricção de montar cenário toda vez.
- O gancho está nos três primeiros segundos
Uma frase falada ou um texto na tela que faça a pessoa querer ficar. É a parte mais importante do vídeo inteiro.
- Áudio limpo
Ambiente em silêncio ou lapela ligada. Vídeo com áudio ruim não performa, por melhor que seja o conteúdo.
- Um estilo de capa, com liberdade dentro dele
Não é usar sempre a mesma imagem. É manter a mesma fonte, no mesmo tamanho, no mesmo lugar do quadro, e variar a foto, o cenário e a cor à vontade. O que identifica você é o detalhe repetido, não a repetição da imagem.
Se o Reel vai virar anúncio
Alguns dos seus conteúdos eu uso nas campanhas, e aí entram duas regras técnicas que não têm nada a ver com estética.
Máximo de 90 segundos. Acima disso não roda como anúncio.
Sem música com direito autoral. Áudio original, sua própria voz ou trilha liberada. Música conhecida trava a aprovação do anúncio. Às vezes uma faixa pouco conhecida passa batido, mas o risco não compensa: se acontecer várias vezes, a conta pode acabar com alguma restrição.
Não precisa fazer tudo assim. Só vale saber que, quando você quiser que um conteúdo alcance mais gente por impulsionamento, ele precisa nascer dentro dessas duas regras.
Quando for me mandar material
Hoje eu tenho usado suas publicações que já estão no ar, e funciona bem. Mas quando você quiser me mandar algo direto, um vídeo que gravou e não postou ou uma peça pensada pra campanha, me manda o arquivo original em qualidade máxima, não o vídeo baixado do Instagram. O download volta comprimido e perde qualidade justamente onde a gente mais precisa.
Vale também me avisar quando um conteúdo for especialmente importante pra você. Assim eu priorizo ele na distribuição.
Sua identidade visual
Esta paleta não foi inventada: ela foi tirada do que você já usa. Seu feed é editorial, de contraste alto e fotografia forte, e a ideia é dar nome ao que já existe pra ficar mais fácil de repetir.
Preto profundo
#1B1816Dos seus fundos escuros e espelhos. É a cor de todo texto.
Branco
#FFFFFFDos ensaios de estúdio. Fundo de arte e respiro.
Off white quente
#F2EDE6Fundo alternativo, mais quente que o branco. Bom pra capa.
Camel
#A8825CSua cor de assinatura, que já aparece no seu guarda-roupa. Usar pouco pra valer muito.
Champanhe
#C8A76BVocê já usa em texto sobre foto. Mantém.
Duas fontes, só
Uma serifada pra título sobre foto — Playfair Display ou Cormorant. É a que dá o ar editorial.
Uma sem serifa, limpa, pra apoio — Montserrat light.
Manuscrita só em story, nunca em capa de Reel.
Duas fontes bastam pra tudo. Mais que isso e o feed começa a parecer de pessoas diferentes.
Texto sobre foto
Onde: só em área limpa da imagem, nunca em cima de detalhe importante.
Cor: branco ou champanhe. Se a foto for muito clara ou ocupada, escurece levemente aquela região ou usa uma sombra suave atrás do texto. Dourado sobre foto clara não lê.
Tamanho: pequeno. Título discreto vale mais que título gritando.
Posição: sempre a mesma, nas peças da mesma série.
Não usar card branco de fundo na capa. Isso quebraria o seu feed, que é fotográfico, e a fotografia é a sua maior força hoje. A capa é sempre um frame do próprio vídeo ou uma foto sua, com o título por cima.
Um preset só
Escolha uma edição de cor e use em tudo: tom discretamente quente, saturação contida. A coerência do feed vem muito mais da repetição do tratamento de cor do que de qualquer arte.
Antes de fechar isso, uma conversa
Paleta, fontes e preset só valem se funcionarem nas ferramentas que você já usa pra editar. Fonte que não existe no seu aplicativo é sugestão morta. Me conta o que você usa hoje e a gente ajusta a proposta pro que dá pra fazer de verdade, sem trocar seu jeito de trabalhar.
Cuidados
Não é burocracia. É o que protege você agora e protege a clínica depois. E, na prática, quase sempre existe uma forma melhor de dizer a mesma coisa.
A direção geral, em uma frase
Você nunca fala do lugar de quem orienta tratamento. Sempre do lugar de quem estuda e compartilha. Todo o resto abaixo é consequência disso.
Sem se apresentar como dermatologista
O correto e verdadeiro é estudante de medicina e pós-graduanda em dermatologia. Vale pra bio, legenda, story e resposta de mensagem.
Sem antes e depois
Nem seu, nem de ninguém, nem em versão disfarçada de linha do tempo ou "há dois anos x hoje".
Efeito de produto é sempre o que a marca diz
Essa é a troca mais simples do guia e resolve quase tudo. Você não precisa deixar de falar de nada: só precisa dizer de quem é a promessa.
Duas palavras a mais e a frase deixa de ser sua afirmação. Além de resolver o cuidado, soa mais honesto do que afirmar, e é do jeito que a gente fala na vida real.
Modo de usar também é da marca
A diferença entre informar e prescrever está no verbo.
Sem avaliar a pele de alguém
Nem no comentário, nem no direct, nem por foto. Esse é o ponto mais importante de todos. A resposta pode ser gentil e sempre a mesma: você fala do assunto no geral, e o caso de cada pessoa é com o dermatologista dela. A série Vocês perguntaram existe justamente pra transformar essas perguntas em conteúdo sem precisar avaliar ninguém.
Sem falar de medicamento de prescrição
Nem pra criticar, nem pra defender. É o único assunto que sai inteiro, sem versão amenizada.
Sem superlativo absoluto
"O melhor do mercado" e "serve pra todo tipo de pele" viram promessa quando vêm de alguém ligada à medicina.
Tem a mesma força de recomendação e é verdade.
Sinalizar publicidade, e sinalizar quando não é
Quando as parcerias começarem: aviso claro no começo da legenda e o selo de parceria do Instagram ligado. Vale pra produto recebido de presente e pra link com comissão.
E o contrário é tão importante quanto. Hoje você indica coisa por gosto próprio, e dizer isso em voz alta, "comprei com meu dinheiro", "não é publi, é porque eu gosto mesmo", é o que vai dar peso à sua recomendação quando a publi de verdade chegar. Quem nunca diferencia acaba parecendo que só fala por dinheiro.
Sobre remeter ao dermatologista
Não precisa virar carimbo no fim de todo post. Repetido em toda peça soa protocolar e afasta, e o seu jeito de falar já comunica de onde você está falando.
Frases que já resolvem naturalmente: "o que eu tô aprendendo sobre isso", "o que a literatura diz", "na minha rotina eu uso", "pergunta pro seu dermato". A remissão direta ao profissional entra quando o assunto pede, como queda de cabelo, mancha ou acne mais séria, e não como assinatura automática. Você já fez isso muito bem sozinha, quando escreveu que os cosméticos não substituem medicação nem acompanhamento.
Referências
Os perfis que a gente analisou pra chegar nesta direção, vários deles vindos de você. Aqui vai só o veredito rápido de cada um, pra você olhar sabendo o que procurar em vez de olhar solto.
Marcas
Copiar: contar a própria história em capítulos numerados. Evitar: o volume, publicam duas vezes por dia.
Copiar: nomear e numerar o que se repete. Adaptar: a capa editorial, com título pequeno sobre foto forte.
Copiar: dar um apelido pra audiência, cria pertencimento. Evitar: tom de promoção constante.
Copiar: disciplina de paleta, o feed inteiro numa cor só. Evitar: legenda que não fala com ninguém.
Adaptar: colaboração com criadoras é o alcance mais barato que existe. Evitar: depender só de terceiros.
Copiar: cenário e luz como assinatura, sem logo nenhum. Evitar: parceria sem sinalização.
Adaptar: o destaque de produtos como vitrine permanente. Evitar: trinta e oito destaques e cara de catálogo.
Copiar: cenário repetido vira marca sozinho. Adaptar: conteúdo feito com clientes, útil na fase da clínica.
Pessoas
Copiar: a série numerada com dia fixo, é o modelo do Diário da pós. Evitar: conteúdo sobre medicamento de prescrição.
Copiar: o veredito "compra ou não compra". Evitar: a palavra "especialista" e o modo de usar dado como ordem.
Copiar: admitir o preço em vez de esconder, gera confiança. Evitar: "glow up", que é antes e depois disfarçado.
Copiar: mostrar o gesto no próprio rosto e o cenário sempre igual. Evitar: promessa de efeito nas legendas.
Copiar: o Reel longo falado, com gancho de explicar algo difícil de um jeito simples. Evitar: falar do lugar de médica.
Copiar: série curta de veredito rápido. Evitar: destaque demais e feed sem foco.
Adaptar: a estética de clínica premium, referência pra sua fase seguinte. Evitar: a irregularidade de postagem.
Olhar por curiosidade: escala e credencial muito diferentes da sua fase. Pouco aproveitável no dia a dia.
Como olhar referência sem se perder
Referência é ponto de partida, nunca cópia. E cuidado com número: perfil grande costuma impulsionar conteúdo, então um Reel com milhões de visualizações pode estar medindo verba, não qualidade. O que vale observar é a construção, como abre, como prende, como termina, e não o tamanho do número.
O que preciso de você
Escrevi tudo isso pensando no seu perfil, mas nada entra no ar sem o seu ok. Pode me responder no WhatsApp, tudo numa mensagem só.
Cinco respostas
- A bio. Aprova a linha 1? E sobre a cidade: prefere deixar de fora, usar "Minas Gerais" ou colocar BH mesmo?
- As séries. "Vale o preço?" nas terças, "Diário da pós" nas quintas e "Vocês perguntaram" quando der. Os nomes combinam com você?
- Os destaques. Pode reorganizar nesses cinco?
- Edição. Que aplicativo você usa pra editar vídeo e capa? Preciso saber pra ver se a paleta e as fontes que sugeri funcionam aí, ou se a gente adapta.
- Uma data pra primeira gravação em lote. De duas a três horas, que já resolvem os primeiros episódios das duas séries.
Assim que você responder, eu ajusto o que precisar e a gente começa. Qualquer dúvida sobre qualquer parte daqui, é só me chamar.